Westworld – Crítica [Seriado]

Desde 2015, eu esperava pela estreia de uma série sobre o tema anunciado. Na minha cabeça, após algumas fotos da produção e sem entender muita coisa, o tema se resumia a um faroeste futurista, talvez no estilo “As Loucas Aventuras de James West”, mas a vontade de assistir foi além quando anunciaram a participação de Anthony Hopkins (Robert Ford), a produção conta com nomes dos quais já sou fã, Jonathan Nolan e J. J. Abrams. Aguardei ansiosamente os primeiros episódios saírem pela HBO e não poderia estar mais certo de estar tão extasiado pela série.

Banner da Primeira Temporada

Banner da Primeira Temporada

A produção gira em torno de um mundo fictício, onde anfitriões (robôs) dão vida a uma série de narrativas em um parque chamado Westworld, ambientado no faroeste. Tais anfitriões são criações extremamente parecidas com seres humanos fisicamente, bem como emocionalmente, com sentimentos programados pelos seus criadores. Entretanto falta-lhes algo, a autoconsciência, que é a linha tênue que os difere dos humanos e permite que aconteçam tantas atrocidades no parque.

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Os humanos vão ao parque para descobrirem sua real natureza e como já esperado, a natureza humana é cruel. Além disso, as narrativas são indutivas e os visitantes cometem assassinatos, estupros, etc; símbolos de uma real liberdade, mesmo que em um mundo fictício. As histórias de cada personagem acontecem diariamente, ou até sua morte; e como os anfitriões são construídos a partir de códigos, toda sua memória pode ser apagada ao final do ciclo, reiniciando-os. Tudo isso parecia duradouro, até que alguns anfitriões começam a exibir anormalidades, trazendo a tona segredos do parque que nem seus funcionários poderiam esperar.

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Entre as narrativas que dão vida ao parque, está a de Dolores Abernathy, interpretada por Evan Rachel Wood, uma jovem meiga que vive em uma fazenda de gado com os pais. Ao voltar de uma visita à cidade com seu amado Teddy Flood (James Marsden), ambos encontram uma cena brutal, a do assassinato dos pais de Dolores e ao fim desta, a da própria morte. Dolores começa a ter memórias de sua narrativa, confundindo tudo com simples pesadelos, porém alguns eventos fazem-na investigar os reais acontecimentos da sua vida, o que muda completamente o rumo de sua história.

Teddy Flood e Dolores Abernathy

Teddy Flood e Dolores Abernathy

Maeve Millay (Thandie Newton), uma cafetina, também passa a ganhar espaço na série ao acordar durante a reconstrução de seu corpo e enfrentar a memória deste fato. Após acordar algumas outras vezes, Maeve passa a compreender mais o seu mundo e o autoconhecimento a faz aproveitar tudo o que sua natureza permite. A escolha de programar a si mesma como bem entende, nos faz começar a questionar em até que ponto a humanidade superaria a inteligência artificial. Quão bom seria para todos apagar memórias indesejáveis, editar sentimentos, e mais, ser imortal. Porém, qual a valia de tudo isso se tudo que se é vem de um código pré estabelecido? Até que ponto todos nós também não somos programados para sentir determinadas emoções, realizar determinados fatos na vida, como trabalhar, casar, ter filhos; seria nossa vida programada também?

Maeve Millay

Maeve Millay

A série traz muitos questionamentos (como podem ver) e isto a torna grandiosa. Eu fui completamente surpreendido e agora só espero com grandes expectativas a segunda temporada, que já foi confirmada para 2018. Prefiro não comentar sobre o final da temporada, mas posso dizer que não sei o que esperar da continuação, aguardo novas surpresas.

Cena da abertura da Primeira Temporada

Cena da abertura da Primeira Temporada

 

Video Critica da série

Trailer:

Andre Ribeiro
Nascido em 1995, perde-se em meio a quantidade de séries que acompanha. Afinal, o sentimento de ter se tornado órfão ao finalizar uma é tão grande, que começa mais 3 no lugar. Estudante de química, trabalha com pesquisa científica e não, não fabrica metanfetamina. Se interessa desde sempre por livros e filmes, em especial os de fantasia e ficção científica, e desde 2011, tornou-se fanático por séries de todos gêneros, principalmente as de drama. Apaixonado por arte, toca violoncelo e desenha nas horas vagas entre faculdade, trabalho, projetos, amigos e família.

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